A pior expectativa de um ser humano e profissão de fé sobre o futuro é a que tem nome, endereço certo, boca delineada, olhos justos, passos simples e recorrentemente adequados com a medida de nós mesmos. A pior teleologia é a que se encontra em determinado espaço geográfico, e que à despeito de nossos desejos e certezas não sabe nada do seu próprio destino.
Mas ainda assim está ali, com um álbum de músicas perfeito, e portando-se como um futuro inabalavelmente exato e determinado por nossas convicções de antemão, divinas.
E na quinta-feira, vez ou outra, aquela expectativa, reforçada por sinais e gestos premonitórios, tão suspeitos quanto nossas próprias convicções, nos convida à um filme, quando gostaríamos apenas de sentir aqueles desejos entrelaçados pelas mãos. E é aí que ao invés de esperarmos horas, minutos, pipocas e toda aquela baboseira de desculpa cinematográfica, gostaríamos é de beijar mais uma ilusão momentânea e perfeita de que, agora sim, agora sim, acertamos aquele futuro maravilhoso.