Caminho do metrô

Acordar de manhã. Escovar os dentes, beber café, passar a manteiga no pão, cortá-lo da esquerda para direita, mastigar, engolir, jogar o papel toalha na lixeira branca, tomar o caminho do metrô.

Pagar o bilhete, ouvir o barulho do vagão, entrar, ser empurrado, encostar na porta, ler aquele livro, esperar o fim da viagem.

Trabalhar, aguardar o horário de almoço. Beber café.

Ler o texto, sentar, assistir a aula; assistir as pessoas assistirem umas as outras.

Vagão ou ônibus, paralelepípedos, cerveja, banho, engolir alguma comida, cerveja, computador, cama.

Prioridades.  Aguardar o sono, às vezes alguma insônia, algum sonho: dormir, beber café, flutuar, assistir e entrar numa televisão.

Acorda-se. E aí escova-se o dente, bebe-se café, passa-se a manteiga no pão cortando-o da esquerda para a direita.

Lixeira branca, metrô, pausas para o café.

E às vezes, assim sem motivo, alguém morre.

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