Meu amor é um banheiro

Tem aqueles dias, que os culhões e os olhos do horizonte lhe cabem na palma da mão. E aí você vê um caixa de bombom vazia enquanto mija, com a lixeira flanqueando os bombons e com seus culhões nas mãos enquanto a urina acerta a cerâmica da vida.

Você mija e olha para o céu, mas o seu céu é um céu de azulejos, um céu de gesso.

Você olha para o espelho e para a música e conclui que aquilo tudo é você, mas dez anos mais velho.

Conclui então que vai morrer. Como todo mundo. Incrível descoberta.

Demorou a perceber que você mudou. Por isto, guarda seus culhões num caixinha segura de páscoa, azul marinho, com fitinhas vermelhas.

A música é a mesma. Quase francesa.. Mas os culhões não… culhões…

São apenas glândulas reprodutivas.

.

Conclui então que vai morrer.

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