No amor não se contam glórias

No amor não se contam as glórias, mas se realçam os desperdícios e as tragédias, pequenas, mas importantes demais para a memória ceder.

Ruiva, quando eu te encontrei , naquela primeira vez, que parecia única, e que momento por momento tornou-se singular, as coisas caíram, caíram ruiva.

Quero algo singular para amanhã. Quero ter o singular nas mãos. Quero criar algo que rompa minha rotina. Chamarei de silêncio, mas pode ser outra coisa. De qualquer forma sei que o singular que eu criei é um chamariz para que algo aconteça, qualquer coisa aconteça, mas nada acontece ruiva. Tudo se repete. O café, o edredom, a rotina, o trabalho, as decepções, tudo se renova ruiva.

Quero um amor rubro ruiva. Quero um amor ruivo. Quero sentir-me novamente com aquela esperança no peito, mas, por favor, por favor, peça aos seus deuses ruiva, peça a eles, que façam durar mais do que três meses.

Peça ruiva.

Quando você lembrar-se de mim ruiva, escreva para seus amigos deuses, escreva para eles, e peça para cuidarem melhor de mim.

Peça para que eu morra antes de fracassar novamente.

Não compactua com meu atual estado de espírito monográfico – sublimação e terapia na velocidade cinco: mas  é fato que qualquer hora volto aqui.

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Um pensamento sobre “No amor não se contam glórias

  1. Tati disse:

    Na espera de sua volta, sem as amarras e normas chatas da ABNT….Que fique livre da monografia!

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