Quando se chega aos trinta anos

Emudeceu.

Calou-se.

Pediram muito.

E ele só queria seguir, sem que alguém o notasse.

Mas aí chegam os vinte, os vinte e cinco, e por fim os trinta, com o café, o desemprego e o horário de regar a horta no fundo da casa alugada.

As prestações não chegaram. Nem as cartas da ruiva. Talvez o cachorro ou o gato, esgueirando nos muros.

Chegou sim o silêncio. A ausência. O perdão antecipado. O erro vencido.

E os pratos quebrados no canto da mesa,  sobram partidos; como se houvesse lugar cativo ou seguro para guardar as próprias ausências.

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